CDC exige nova declaração sanitária para voos aos EUA: veja formulário e regras

Quem vai viajar para Orlando ou qualquer outro destino dos Estados Unidos terá uma nova etapa de declaração sanitária antes do embarque. O CDC, órgão americano responsável pelo controle e prevenção de doenças, publicou em 22 de outubro de 2026 uma ordem que obriga passageiros de voos internacionais a confirmar que não estiveram na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores à viagem.
A medida foi anunciada em resposta ao surto de Ebola causado pelo vírus Bundibugyo, que continua afetando a República Democrática do Congo. Apesar de o foco da preocupação sanitária estar naquele país, a declaração valerá para quem sai do Brasil, da Europa ou de qualquer outro país em um voo para os EUA.
A exigência começa para voos com partida ao território americano a partir das 23h59 do dia 3 de novembro de 2026, no horário padrão do leste dos Estados Unidos (EST). E uma boa notícia para quem está montando a viagem: na maior parte dos casos, o procedimento deve fazer parte do check-in realizado com a própria companhia aérea.
O que o CDC anunciou e quando começa a nova regra?
O CDC determinou que todos os passageiros que embarcarem em aeronaves provenientes de outros países com destino aos Estados Unidos assinem uma attestation, ou seja, uma declaração formal de veracidade das informações prestadas.
O texto do formulário afirma que o viajante não esteve na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores ao embarque. Isso inclui eventuais conexões em aeroportos congoleses, mesmo que o passageiro não tenha desembarcado.
Veja as informações principais:
- Anúncio da ordem: 22 de outubro de 2026.
- Início da exigência: 3 de novembro de 2026, às 23h59 (EST), para voos partindo de outros países rumo aos EUA.
- Quem precisa declarar: passageiros de voos internacionais para os Estados Unidos, inclusive cidadãos americanos e pessoas em conexão pelo país, salvo isenção oficial específica.
- Como: assinatura em papel ou autenticação eletrônica disponibilizada pela companhia aérea.
- Consequência de não apresentar: o passageiro não poderá embarcar.
Essa declaração é uma medida de controle sanitário. Não é um novo visto, não substitui o ESTA ou o visto americano e não significa que brasileiros estejam proibidos de viajar.
Formulário oficial do CDC: onde acessar e como preencher
O documento oficial se chama Passenger Disclosure and Attestation to the United States of America. O CDC publicou uma versão em PDF preenchível, que pode ser consultada diretamente no endereço abaixo:
Acessar o formulário oficial do CDC (PDF preenchível, em inglês).
Você também pode consultar a página oficial do CDC com a ordem e as perguntas frequentes. Essa é a melhor referência para conferir alterações nas regras antes da viagem.
Importante: o fato de existir um PDF no site do CDC não significa que você precise enviar o documento sozinho a um portal do governo americano. A companhia aérea é responsável por coletar e guardar a declaração e pode oferecer uma versão eletrônica integrada ao check-in, em vez de solicitar o PDF impresso.

Todos os brasileiros terão que preencher?
Sim, se embarcarem em voo internacional com destino aos Estados Unidos a partir do início da vigência da ordem, inclusive para viagens de turismo a Orlando e Miami. A obrigação não depende de ter visitado a África: o passageiro deve simplesmente declarar com veracidade se esteve ou não no país citado nos 21 dias anteriores.
Isso vale também para os casos em que a aeronave vai pousar nos EUA apenas para fazer uma conexão até outro país. O CDC esclarece que, nessa regra, a exigência não se aplica às entradas terrestres ou marítimas; ela foi instituída para voos provenientes do exterior.
Uma declaração separada é exigida por passageiro. Para crianças e adolescentes menores de 18 anos, um responsável pode preencher e assinar em nome deles; também existem regras para pessoas que não consigam realizar o procedimento sozinhas.
E quem esteve na República Democrática do Congo?
A situação é diferente para quem realmente esteve na República Democrática do Congo, inclusive durante uma conexão em aeroporto. O CDC informa que esses viajantes não podem embarcar em voos para os Estados Unidos durante o período de 21 dias após deixar o país, salvo hipóteses específicas de isenção previstas pela autoridade.
Na contagem oficial, o dia da saída do Congo é o dia zero. O primeiro dia inteiro fora do país é o dia 1, e o embarque pode voltar a ser considerado a partir do dia 22, desde que os demais requisitos de viagem sejam cumpridos.

Ainda existem restrições sanitárias específicas ligadas a viagens recentes a Uganda e Sudão do Sul, estabelecidas por outros atos do governo americano. Elas são distintas da declaração sobre a presença no Congo. Quem passou por qualquer um desses países deve verificar as orientações individuais com o CDC e a companhia aérea antes de reorganizar a viagem.
Por que os EUA adotaram essa medida?
O surto de Ebola de 2026 envolve o vírus Bundibugyo. Em sua atualização de 23 de outubro, a Organização Mundial da Saúde apontou transmissão contínua na República Democrática do Congo e registros de casos importados em outros países africanos, reforçando a necessidade de vigilância sanitária.
O período de 21 dias está relacionado ao intervalo máximo habitual entre a exposição ao vírus e o aparecimento de sintomas. É por isso que a declaração pergunta especificamente pelo histórico recente de permanência no país afetado.
A doença é transmitida principalmente pelo contato direto com sangue e outros fluidos corporais de pessoas doentes ou por objetos contaminados, e não se espalha pelo ar como uma gripe. O CDC informou, em 24 de outubro de 2026, que não havia casos confirmados nos Estados Unidos associados a esse surto e que o risco geral para viajantes permanecia baixo.
O objetivo da exigência é reduzir a possibilidade de o vírus ser introduzido por viagens internacionais, sem transformar a rotina de todos os turistas em uma triagem médica obrigatória.
O que fazer antes do embarque para Orlando?
Para quem pretende viajar para os parques Disney, Universal ou outros destinos americanos, a recomendação é simples: informe-se antes da saída e siga as instruções da companhia aérea.
- Verifique se a empresa disponibilizou a declaração no check-in on-line, no aplicativo ou no balcão do aeroporto.
- Tenha acesso ao PDF oficial do CDC caso precise consultar ou apresentar a versão impressa.
- Confira a documentação de todas as pessoas da reserva, incluindo crianças.
- Responda com exatidão sobre eventuais viagens ou conexões na República Democrática do Congo.
- Se esteve em um dos países com restrições adicionais, confirme a situação com a companhia antes de se deslocar ao aeroporto.
Evite usar links de formulários compartilhados em mensagens sem origem identificada. O link incluído nesta matéria é de cdc.gov, o domínio oficial da agência americana.
Perguntas frequentes
Quem nunca esteve no Congo também precisa assinar?
Sim. A exigência abrange passageiros de voos internacionais para os EUA, independentemente do país de origem. Quem não esteve na República Democrática do Congo nos últimos 21 dias poderá declarar justamente essa informação.
O formulário será necessário para crianças?
Sim. Cada passageiro precisa de sua própria declaração, mas um pai, mãe ou responsável autorizado pode assinar em nome de menores de 18 anos.
É obrigatório imprimir o documento?
Não necessariamente. O CDC autoriza a coleta eletrônica, e a companhia aérea pode integrar a declaração ao próprio check-in. Confira qual procedimento será usado pela empresa do seu voo.
Quem só faz conexão nos EUA precisa declarar?
Sim. O documento é exigido de passageiros que pousam nos Estados Unidos, mesmo que o país seja apenas um ponto de conexão para outro destino.
O formulário substitui o visto americano?
Não. A declaração sanitária é uma exigência distinta dos documentos de imigração e das regras de admissão nos Estados Unidos.
Posso embarcar se não assinar?
Não. A ordem determina que as companhias impeçam o embarque de passageiros sem a declaração exigida, salvo isenção oficial aplicável.
Onde conferir as regras antes de viajar?
Como se trata de uma medida de saúde pública ligada a um surto em andamento, procedimentos e orientações podem ser atualizados. Consulte o comunicado oficial do CDC e as orientações para viajantes vindos de áreas afetadas perto da data do embarque.
Na organização geral da viagem, a CDO Travel pode ajudar com ingressos, hospedagens e serviços turísticos. A coleta da declaração e a conferência dos requisitos sanitários de embarque, entretanto, seguem as regras da companhia aérea e das autoridades americanas.
Vai viajar para Orlando?
Conte para a CDO Travel as datas e os parques que deseja visitar. A gente pode ajudar com ingressos e planejamento, enquanto você confirma os documentos de embarque com a companhia aérea.
Resumo prático
O CDC anunciou em 22 de outubro de 2026 uma nova declaração sanitária para passageiros de voos internacionais aos Estados Unidos. A regra começa a valer em 3 de novembro de 2026, às 23h59 (EST), e exige confirmar que o viajante não esteve na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores.
A declaração abrange brasileiros que vão a Orlando e passageiros que fazem conexão nos Estados Unidos. O formulário oficial preenchível pode ser consultado no site do CDC, mas a companhia aérea pode oferecer a mesma declaração por um sistema digital no check-in.
Quem esteve recentemente na República Democrática do Congo está sujeito a restrições específicas de embarque. Para os demais turistas, o ponto principal é conferir o procedimento de declaração com a companhia aérea e informar a verdade, sem confundir essa exigência sanitária com o visto americano.
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