Tratado de Schengen: o que é, como funciona e por que o seguro viagem é obrigatório na Europa
Você está planejando uma viagem para a Europa e ouviu falar do Tratado de Schengen? Ele facilita (muito) a vida de quem faz roteiros com vários países — mas também traz regras que podem impactar sua entrada, especialmente a exigência de seguro viagem obrigatório.
O essencial em 20 segundos: no Espaço Schengen você passa pela imigração no primeiro país de entrada, pode circular entre vários países sem novos controles, tem limite de 90 dias em 180 dias e precisa de seguro viagem com cobertura mínima de € 30.000.
O que é o Tratado de Schengen
O Tratado de Schengen é um acordo que criou o Espaço Schengen — uma área de livre circulação entre países participantes. Para turistas, isso significa que as fronteiras internas são simplificadas e você costuma enfrentar controle migratório apenas na chegada ao primeiro país.
Na prática: você faz a imigração no primeiro país onde pisa no Schengen e depois viaja entre os demais (que fazem parte do acordo) sem precisar “carimbar” de novo a cada fronteira.
Como funciona a livre circulação (com exemplo real de roteiro)
Pense em um roteiro como: Brasil → França → Itália → Espanha → Portugal.
Normalmente, você passa pela imigração ao chegar na França e, depois disso,
pode circular pelos outros países do Schengen sem controles migratórios internos.
Dica rápida: guarde seus comprovantes (hospedagens, passagens, seguro) acessíveis no celular. Mesmo com circulação livre, você pode precisar comprovar detalhes em situações específicas.
Quantos países fazem parte do Espaço Schengen
O Espaço Schengen possui 29 países. Entre os mais visitados por brasileiros estão:
França, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Holanda, Bélgica, Áustria, Grécia, Suíça, Noruega, Dinamarca e Suécia.
Atenção: nem todo país da União Europeia é Schengen — e alguns fora da UE participam do acordo. Por isso, sempre confira se o país do seu roteiro é Schengen para entender as regras que valem para você.

A regra dos 90 dias (90/180): quanto tempo o turista pode ficar
Brasileiros podem viajar como turistas sem visto para estadias curtas, mas existe a regra:
até 90 dias dentro de um período de 180 dias no Espaço Schengen.
Importante: não são 90 dias por país. É a soma de todos os países Schengen visitados.
Exemplo prático
- 20 dias na França
- 30 dias na Itália
- 40 dias na Espanha
Total: 90 dias dentro do Schengen. A partir daí, você precisa sair da área e respeitar o período
para voltar dentro das regras.
Seguro viagem obrigatório no Schengen: o que a Europa exige
Uma das exigências mais importantes para turistas é o seguro viagem internacional obrigatório. Para atender às regras do Schengen, o seguro deve ter, no mínimo:
€ 30.000 de cobertura mínima para despesas médicas e hospitalares. Na cobertura em dólares, equivale ao plano de U$ 40.000, como cobertura mínima.
O que essa exigência busca garantir
- Atendimento em emergências médicas
- Hospitalização e despesas clínicas
- Acidentes e urgências
- Repatriação/retorno em caso de necessidade (conforme a apólice)
Na imigração podem pedir o seguro (e outros comprovantes)
Ao chegar ao primeiro país do Schengen, o agente de imigração pode solicitar documentos para confirmar
que sua viagem é turística e temporária.
Leve organizado: passaporte válido, passagem de volta, comprovante de hospedagem, comprovação financeira e apólice do seguro viagem cobrindo todo o período da viagem.
Nem sempre o seguro é solicitado, mas ele continua sendo obrigatório. Não ter como comprovar pode gerar atraso, entrevista adicional e, em casos extremos, recusa de entrada.
O seguro viagem cobre só saúde? (Spoiler: não)
Além da cobertura médica exigida, muitos planos incluem proteções muito úteis para imprevistos comuns:
- Extravio ou dano de bagagem
- Atrasos e interrupções de viagem (conforme plano)
- Assistência com despesas farmacêuticas (conforme cobertura)
- Assistência jurídica (em alguns planos)
- Retorno antecipado por emergência familiar (em alguns planos)
Dica: compare não só o preço, mas principalmente o conjunto de coberturas (médica, bagagem, cancelamento, etc.) e as condições de uso.
Seguro viagem para Europa: conheça a Universal Assistance
Uma das seguradoras mais conhecidas entre viajantes que visitam a Europa é a Universal Assistance. A empresa possui planos específicos para viagens internacionais e oferece opções que atendem às exigências do Espaço Schengen, incluindo o mínimo obrigatório de € 30.000 para despesas médicas e hospitalares.
Na prática, o diferencial de um bom seguro é ter assistência 24 horas e suporte claro no momento do aperto (especialmente em casos de urgência). Por isso, além de cumprir a regra do Schengen, vale escolher um plano que combine com seu perfil: roteiro, tempo de viagem, idade, atividades e nível de segurança que você quer.
Importante: confira se a cobertura médica atende ao mínimo exigido pelo Schengen e se a apólice cobre todo o período (do embarque ao retorno).
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Qual cobertura faz mais sentido para a Europa?
O Schengen exige mínimo de € 30.000 para despesas médicas/hospitalares, mas muitos viajantes preferem coberturas maiores para ter mais tranquilidade (especialmente em viagens longas, roteiros com muitos deslocamentos ou em épocas de inverno).
- € 30.000 (mínimo Schengen): atende a exigência e funciona bem para viagens curtas e roteiros simples (1–2 países), com baixo risco e sem atividades diferentes.
- € 60.000 (equilíbrio): boa escolha para a maioria dos viajantes — viagens de 10–20 dias, múltiplas cidades, conexões de voo e maior chance de imprevistos.
- € 100.000 (mais robusto): recomendado para viagens longas, idosos, quem tem histórico de saúde, roteiro intenso (muitos deslocamentos) ou quer maior margem para emergências.
Dica final: escolha o plano pelo seu perfil (tempo, cidades, idade, estação do ano e ritmo do roteiro). E garanta que a apólice fique válida por todos os dias da viagem.
Dicas para evitar problemas na entrada na Europa
- Contrate o seguro com cobertura mínima de € 30.000 e validade para todo o período.
- Salve a apólice em PDF no celular e, se possível, leve uma cópia impressa.
- Tenha suas reservas (hotel/airbnb) e passagem de retorno fáceis de apresentar.
- Mostre coerência: roteiro, datas, hospedagens e orçamento precisam “bater”.
- Evite improvisos de última hora na imigração — isso costuma gerar mais perguntas.
Checklist rápido: Passaporte + Passagem de volta + Hospedagem + Recursos financeiros + Seguro viagem (mín. € 30.000) = entrada mais tranquila.
Resumo do que você precisa lembrar
- Imigração: geralmente no primeiro país de entrada
- Regra de permanência: 90 dias em 180 dias
- Seguro obrigatório: mínimo € 30.000 (despesas médicas/hospitalares)

FAQ: dúvidas comuns sobre Schengen e seguro viagem
O seguro viagem é realmente obrigatório para entrar na Europa?
Sim. Para entrar no Espaço Schengen, a regra geral é ter seguro viagem com cobertura mínima de € 30.000 para despesas médicas e hospitalares, válido por toda a viagem.
Brasileiros precisam de visto para visitar países do Schengen?
Em viagens de turismo de curta duração, normalmente não. Mas vale a regra de até 90 dias em 180 dias no total do Espaço Schengen.
O seguro viagem sempre é solicitado na imigração?
Não necessariamente, mas pode ser solicitado. O ideal é ter a apólice acessível no celular (e, se possível, impressa) para comprovar rapidamente.
Meu seguro precisa cobrir todos os países do roteiro?
Sim. A apólice deve ser válida para todos os países do Espaço Schengen visitados e para todo o período da viagem (do embarque ao retorno).
Posso circular por vários países da Europa sem passar por imigração?
Se os países fizerem parte do Espaço Schengen, em geral sim: após entrar no primeiro país, você costuma circular sem novos controles migratórios internos.
Próximo passo
Se você quer viajar com tranquilidade, contrate o seguro viagem com antecedência e mantenha seus documentos organizados para a imigração.
